Desejo, necessidade, vontade
Entre ser uma mulher frágil e feminina ou uma power woman sexy e fetichista, Priscilla Darolt ficou com as duas opções. Para isso, deu um tempo na alfaiataria que era sua trademark e fez desfile única e exclusivamente de vestidos.
Temperou o mix com o flair esportivo que é a bola fashion da vez, bebeu na fonte das construções de lingerie que vêm assolando as passarelas lá de fora, subverteu o sexy óbvio das tiras elásticas herve-legerianas e mergulhou na estamparia digital que já conquistou Chris Kane e Mary Katrantzou. O resultado foi um desfile forte, bem provido dos temas-desejo da saison e bastante bem executado.
O côté feminino foi traduzido em minivestidos-camiseta de cetim com estampas de orquídeas – o pararelo com o ótimo trabalho da estilista grega Mary Katrantzou é inevitável. Mas o efeitou “uau” dos modelos espartilhados de couro e tela passou rasteira na concorrência. Modeladora virtuosa das curvas femininas, Priscilla acertou mais com o bloco branco do desfile – incrível o vestido sexy-futurista-esportivo com amarração de corselet na parte de trás usado por Flavia Luccini e bem interessantes os cintos de cadarço de algodão que deram forma, por moulage, a vestidos que são uma evolução das peças adesivas de Herve Leger (que, cá entre nós, deveriam se aposentar). Destaque da nova geração de estilistas que já nem é mais tão nova assim, Priscilla sai na frente ao apostar (e ganhar) em modelagem apurada e matérias-primas de qualidade, duas questões espinhosas para a maioria dos designers neófitos.
















ISSO É COMENTÁRIO INTELIGENTE. TÉCNICO. QUE QUALQUER LEIGO ACABA ENTENDENDO DO ASSUNTO.
PARABÉNS!